Holanda e Espanha invertem tendências por título inédito da Copa

Na Holanda, muita técnica. Na Espanha, raça de sobra. Essas tendências históricas das equipes finalistas da Copa do Mundo da África do Sul não resultaram em títulos mundiais até agora, de forma que as seleções entrarão em campo na decisão deste domingo (11), às 15h30 (horário de Brasília), em Johannesburgo, com os papéis invertidos: enquanto a Holanda é um time incansável e aplicado taticamente, a Espanha carrega o toque de bola mais bonito da competição.

Pela primeira vez desde 1978, a Copa do Mundo terá um campeão novato. Naquela oportunidade, Argentina e Holanda fizeram a final, e os sul-americanos levaram a melhor. Agora, holandeses ou espanhóis se igualarão a Inglaterra e França, que também possuem apenas um título do Mundial.

A Holanda tem um grande peso em suas costas. O time já foi vice-campeão duas vezes e, se ficar novamente com a segunda colocação, será a primeira seleção com três vices e nenhum título. Atualmente, a antiga Tchecoslováquia e a Hungria também possuem duas derrotas em finais.

Em uma das decepções, em 1974, a Holanda mostrou um futebol revolucionário, chamado de Carrossel Holandês e comandado pelo genial Johan Cruyff. O resultado, no entanto, foi muita tristeza com a vitória da Alemanha Ocidental, por 2 a 1, na decisão.

Em 2010, os holandeses apostam em menos craques históricos e mais em um jogo coletivo e de aplicação tática, organizado pelo técnico Bert van Marwijk e com destaque para o meia Wesley Sneijder e o atacante Arjen Robben. Até agora, a fórmula tem dado certo, pois o time venceu as seis partidas na Copa e pode se igualar às seleções brasileiras de 1970 e 2002, as únicas da história a faturarem o título vencendo todos os confrontos.

Já a Espanha disputa a final pela primeira vez, mas também tem “fantasmas” para temer em Johannesburgo. A seleção é considerada uma das grandes “amarelonas” do futebol mundial, chegando sempre como uma das favoritas mas decepcionando o torcedor. Por isso, o técnico Vicente del Bosque trocou a característica da raça excessiva dos espanhóis pela técnica apurada e o entrosamento.

O toque de bola da equipe é o mais impressionante do Mundial. Jogadores como Xavi, Iniesta e Xabi Alonso fazem a equipe ter grande posse de bola nas partidas. O fato de muitos atletas titulares jogarem em um mesmo clube, o Barcelona, também ajuda.

A Espanha é considerada favorita ao título, devido ao bom futebol e ao título europeu conquistado em 2008. Assim, um resultado negativo seria um desastre para o país, que entre os três maiores centros do futebol mundial é o único que ainda não venceu Copas. A Itália é tetracampeã e a Inglaterra, vencedora em 1966.

Na Holanda, não há dúvidas quanto à escalação, que será a mesma que vem sendo utilizada na Copa: Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen e Giovanni van Bronckhorst; Mark van Bommel, Nigel de Jong, Wesley Sneijder e Dirk Kuyt; Arjen Robben e Robin van Persie.

Já na Espanha há uma ponta de dúvida quanto ao ataque. Em má fase, o astro Fernando Torres ficou no banco na semifinal contra a Alemanha. O jovem Pedro entrou bem em seu lugar, mas um lance de individualismo extremo no final do jogo, quando perdeu a chance de ampliar o placar, deixou Del Bosque revoltadíssimo.

Para a Espanha, o título vale muito. O tenista Rafael Nadal e o jogador de basquete Pau Gasol estarão no estádio. Quem levantará a taça, Iker Casillas ou Giovanni van Bronckhorst?

FICHA TÉCNICA
HOLANDA x ESPANHA

Local: estádio Soccer City, em Johannesburgo
Data: 11/06/2010
Horário: 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Darren Cann (Inglaterra) e Michael Mullarkey (Inglaterra)

HOLANDA: Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen e Giovanni van Bronckhorst; Mark van Bommel, Nigel de Jong, Wesley Sneijder e Dirk Kuyt; Arjen Robben e Robin van Persie
Técnico: Bert van Marwijk

ESPANHA: Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol e Joan Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Andrés Iniesta e Xavi Hernández; David Villa e Pedro Rodríguez (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque

Fonte  r7

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